Muitos pais se questionam sobre a idade correta para iniciar a alfabetização e iniciam uma busca incessante por escolas multidisciplinares, cursos extracurriculares e até mesmo professores particulares para acelerar esse processo. Sem levar em consideração o perfil, a idade e as expectativas dos filhos, mas sempre buscando o melhor para seu desenvolvimento, a família comete alguns erros básicos que não só retardam a aprendizagem como a dificultam.
De acordo com a psicopedagoga Ana Paula Silva, franqueada da rede Ensina Mais, os processos de alfabetização podem ser fônicos ou globais. Os métodos fônicos estão ligados aos elementos isolados da língua, como sons, letras e sílabas. Já os globais são processos que levam o aluno a analisar o conjunto para chegar às partes que o compõem.
“O aluno pode aprender por meio da associação do som da palavra ao desenho, o que chamamos de “associação palavra-imagem-som. Ou seja, toda vez que pronunciar a palavra BOLA ela irá relacionar com o objeto que você mostrou na primeira vez. Já a metodologia global desenvolve a consciência fonológica, que ocorre quando o aluno torna-se consciente de que o BO que ele ouve e pronuncia aparece tanto em BOLA quanto em BOLACHA”, observa Ana Paula.
Ana Paula Harley, franqueadora da rede FasTracKids aqui no Brasil, afirma que cursos extracurriculares lúdicos são excelentes ferramentas para estimular o aprendizado ao mesmo tempo em que entretém a criança.
“Atividades interativas que estimulam a curiosidade e a imaginação do aluno são fundamentais para incentivar o ensino. Ler para as crianças também é fundamental nesse processo de alfabetização, pois ela começa a assimilar todas as suas atividades diárias àquele começo de aprendizado”.
No mercado há muitas opções de escolas e cursos extracurriculares que incentivam a alfabetização, mas o apoio e a ajuda da família são muito importantes nesse período de absorção de novos conteúdos.
“Leve as crianças junto na hora de conhecer o curso e note se ela gosta das atividades propostas daquela instituição. Uma boa pedida é investir em metodologias que apostam no ensino por meio da tecnologia, pois as crianças de hoje já nascem conectadas a esse universo e adoram essas ferramentas.
Mesmo matriculando o filho no curso de seu interesse, os pais devem chegar em casa e propor atividades que possam participar também, como a leitura de livros, brincar de adivinhar letras, cantar músicas e apontar os objetos. A união de um bom curso com uma boa base familiar será determinante para o sucesso nos estudos”, finaliza a franqueadora.


